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João de Deus

João de Deus Ramos Nogueira nasceu a 8 de Março de 1830 em São Bartolomeu de Messines. Foi baptizado a 16 de Março do mesmo ano pelo pároco Joaquim Raimundo Marques.

O pai, Pedro José Ramos casou pela primeira vez a 28 de Junho de 1809 com Teresa Maria, mas não teve filhos deste matrimónio. Enviuvou e voltou a casar a 28 de Junho de 1815 com Isabel Gertrudes Martins de quem teve doze filhos, porém cinco morreram menores.

Embora os pais fossem comerciantes humildes preocuparam-se com a educação dos filhos. Foi assim que durante a sua infância estudou com o pároco da sua aldeia e mais tarde foi para o seminário de Faro onde estudou aritmética, latim, português... preparando-se com conhecimentos sólidos para o seu futuro. Porém João de Deus não queria seguir a via sacerdotal. Por vezes os padres chamavam-no à atenção porque ele não se vestia de modo digno para entrar na igreja, porque não levava um fato domingueiro. Mas ele acreditava que “o hábito não faz o monge”. Em 1849 foi para o Seminário de Coimbra para completar os seus estudos preparatórios para ingressar na universidade. Em Julho realizou os exames de Latim, Doutrina, Francês, Filosofia, Aritmética e Geometria, em todos foi aprovado. Decidiu que faria o curso de Leis ou Matemáticas.

Tinha 19 anos quando saiu do seminário e se matriculou em Direito na Universidade de Coimbra onde frequentou o 1º ano.
A 19 de Setembro de 1949 faleceu o seu irmão João Gregório de apenas 24 anos e que tinha sido ordenado sacerdote há pouco tempo e João de Deus sofreu psicologicamente, fazendo-o reflectir sobre o sentido da vida.
Em 1850 voltou para São Bartolomeu de Messines para ajudar a sua irmã Maria Justa que estava doente. Nesse mesmo ano escreveu a sua primeira poesia intitulada A pomba, que dedicou a Maria Cândida, uma rapariga que tinha conhecido em São Brás do Alportel, numa visita que tinha feito ao seu irmão. Um ano mais tarde regressou a Coimbra onde continuou a escrever poesias, entre elas, No túmulo, Oração, Raquel e também algumas prosas. Os temas que mais o impulsionam a escrever é o amor, a mulher... Deixou de assumir o apelido Nogueira, apelido do seu padrinho de baptismo, o alferes António Nogueira, por achar que ele já não era digno que João de Deus o usasse.

Enquanto estudante surgiu-lhe o fascínio pelo desenho à pena, interesse que o acompanhou toda a vida. Fazia especialmente retratos de pessoas que lhe vinham à memória. Desenhava em qualquer pedaço de papel, num canto de jornal... Tocava guitarra portuguesa na perfeição e compunha música. Humilde e afável, rapidamente captou o afecto dos que o rodeavam. Era um conversador maravilhoso, amante das tertúlias, era admirado pelos colegas e conhecido por todos por o “João”. Gostava de ir para o Penedo da Saudade tocar e cantar.

Em 1852 fez o terceiro ano do curso e escreveu a prosa Lia. Em 1853 frequentou o quarto ano doo curso, mas perdeu-o por faltas,pois o convívio e os seus múltiplos interesses não o permitiam dedicar-se aos estudos. Consta que era um aluno pouco aplicado ou pelo menos que tentava passar despercebido nas aulas. Outro ano apresentou-se a exame esquecendo-se de que não se tinha matriculado.

Em 1855 escreveu a prosa Teresa.

Em 1858 escreveu o artigo Sete e Nove, um texto que nos fala do ciclo da vida, pondo em evidência o número 7 e no qual também faz uma referência sarcástica sobre o Método de Leitura Repentino de António Maria de Feliciano Castilho.
Nesse mesmo ano quando já estava a fazer o quinto ano do curso conheceu Antero de Quental que se tinha inscrito no primeiro ano. Tornaram-se amigos chegados e essa amizade durou toda a vida. Conta-se que numa tarde chuvosa de inverno, num café perto do Arco de Almedina frequentado por estudantes, Antero de Quental discutia problemas filosóficos com Carlos Lima Mayer. O motivo da discussão era a dúvida da existência de Deus. Os dois estudantes estavam tão empolgados que não repararam que numa mesa perto, João de Deus acompanhava a discussão. A querela estava tão acesa que chegaram a negar a imortalidade da alma. João de Deus, interveio e com calma disse aos colegas :

Só ter neste caminho incerto a dor e o pranto?
Pensar que tudo acaba ao fim deste sofrer
Inútil... sem prémio... depois de esperar tanto,
Confundidos o Bem, o Mal e o Dever

a Vida sem sentido, o mundo sem encanto
e ao fim de tanta dor ter medo de morrer,
porque não fica nada em derradeiro manto
da alma vestida em cinza?... Isso pode lá ser!


Durante o curso cultivou amizades com colegas que viriam a ser seus amigos ao longo da vida, entre os quais, o já mencionado Antero de Quental, Teófilo Braga, António de Azevedo Castelo Branco, Alberto Sampaio, Santos Valente, Severino de Azevedo, Francisco Machado de Faria e Maia, Rodrigo Veloso, Alberto Teles e João de Sousa Vilhena.

A 13 de Julho de 1859 terminou o curso e decidiu permanecer em Coimbra, colaborando com os jornais: Estreia Litteraria, Atheneu, Preludios Litterarios, Academico, Instituto, Phosphoro e Tira-Teimas e traduzindo obras do francês para o português. As suas poesias ganharam fama entre o meio académico.
Redige as prosas Maria em 1860 e Damiana e em 1861.

Em 1862 publicou Pachá Janina, obra contra o Reitor da Universidade de Coimbra e partiu para o Alentejo onde colaborou na redacção dos jornais O Bejense (de Beja) e A Folha do Sul (de Évora). Era impulsionado pelo desejo de versejar e de levar uma vida desprendida de bens materiais. Não queria que lhe pagassem um salário fixo. Bastava que lhe pagassem o quarto e o tabaco. Também tinha o hábito, desde estudante, de fazer as viagens a pé, pernoitando em casa de quem lhe desse guarida. Como reconhecimento oferecia poesias e desenhos feitos por ele a quem o acolhia.

Em 1863 escreveu Os Lusíadas e a conversação preambular, artigo que publicou no jornal O Bejense e que contribuiu para a dissolução do ultra-romantismo, entrando em dissidência com a escola coimbrã. Em 1864 volta para o Algarve, para uma contemplação mística da natureza. Em 1865 / 66 fixou-se em Évora onde colaborou com o jornal A Folha do Sul. Como em 1865 tinha sido surpreendido com a Questão Coimbrã, considerou que as polémicas no jornal de província se tinham esgotado. Decidiu deixar a redacção do jornal e regressou a São Bartolomeu de Messines. Escreveu a prosa Marina e Carta a Germano Meyrelles.
No Algarve encontrou uns velhos amigos, José António Garcia Blanco, Domingos Leonardo Vieira e Joaquim de Almeida Negrão, amigos de boémia e tertúlia em Portimão, que se aperceberam que apesar de João de Deus ser uma pessoa inteligente e culta, vivia de um modo modesto. Pensaram, então, apresentar o seu nome a candidato a deputado pelo círculo de Silves à Câmara dos Deputados. Influenciado e motivado por eles candidata-se. A 25 de Março de 1868 o sufrágio ficou empatado e por esse motivo houve novo sufrágio a 5 de Abril. A 15 de Abril é proclamada a sua vitória, porém a sua eleição surpreendeu-o. Segundo as suas palavras disse:

Que diacho querem vocês que eu faça no Parlamento? Cantar? Recitar versos? Deve ser estreita a gaiola que talvez sirva para se dormir lá dentro a ouvir a música dos outros pássaros. Dormirei com certeza.

No entanto, como consequência, João de Deus mudou-se para Lisboa onde prestou juramento e tomou assento nas Cortes a 18 de Maio de 1868. Sem filiação partidária e sem integrar nenhuma comissão, nunca usou a palavra, limitando-se a estar presente. Desde o início da posse até ao final da legislatura realizaram-se cinquenta sessões. Em 1868 João de Deus compareceu a trinta e sete, só faltando a duas. Em Janeiro de 1869 demonstrou alheamento e desinteresse, só tendo ido a três das treze sessões realizadas. Depois desistiu do envolvimento com a política motivado pela desilusão e pelo discurso oco dos colegas deputados.

Na capital frequentou assiduamente as tertúlias do Café Martinho situado no Rossio. Viveu num pequeno quarto alugado na Rua dos Correeiros, nº221, 5º andar, onde recebia muitos amigos. Ao cabo de uns meses abandonou a vida das Cortes, porque tal como ele justificou “Não nasci para canário...!”. Publicou a obra poética Flores do Campo editada pelo seu amigo José António Garcia Blanco e a prosa Perenese do Mandato.
Como João de Deus nunca deu importância aos bens materiais continuou a traduzir livros franceses, compôs sermões para pregadores, prólogos dramáticos, hinos sagrados para cerimónias religiosas, rimas para rebuçados de confeitaria, colaborou num dicionário de prosódia e coseu à máquina para um grande estabelecimento de roupas brancas do Chiado, o Armazém Suíço que era conhecido pelos enxovais ricos.
Nesse mesmo período conheceu a jovem rapariga de 19 anos, Guilhermina das Mercês Battaglia, filha de Antonio Battaglia, organista da Sé de Lisboa e músico da Corte de D. Luís, que vivia na Rua dos Douradores, nº 134, 2º andar. Deste relacionamento nasceu Maria Isabel Battaglia Ramos a 19 de Dezembro de 1869.
Pouco tempo antes, a 26 de Setembro de 1869, tinha-lhe falecido o seu irmão José, aos 32 anos de vida.

Em 1870 recebeu um convite do senhor Rovere da Casa Rolland para criar um método de leitura adaptado à língua portuguesa e inicia desde logo esse seu novo projecto a que chamará mais tarde Cartilha Maternal ou Arte de Leitura.

Em 1871 traduziu a obra teatral Horácio e Lydia de François Ponsard.

A 18 de Agosto de 1872 faleceu o seu pai.

Em 1873 escreveu O Indigena, uma reflexão satírica sobre comportamentos sociais.

A 20 de Janeiro de 1874 faleceu a sua mãe.

A 4 de Maio de 1874 casou com Guilhermina Battaglia Ramos na Igreja de São Nicolau, em Lisboa, às dez horas da manhã. Foram viver para a Rua do Salitre nº 323, casa onde morava o tio da Guilhermina, Lucas do Nascimento Evangelista.

A 4 de Abril de 1875 nasceu o seu segundo filho José do Espírito Santo Battaglia Ramos.

Em 1875 traduziu os serões de família de Darboy, Arcebispo de Paris, intitulados Ana, mãe de Maria ; a Virgem Maria e A mulher do Levita de Efraim. Traduziu ainda uma parábola e três comédias para teatro de sala da autoria de Mery : Amemos o nosso próximo ; Ser apresentado ; Ensaio de casamento e A viúva inconsolável.
Durante os anos de 1874 e 1875 colaborou com a revista literária A Harpa.

Em 1876 publicou a obra lírica Folhas Soltas e escreveu A Palavra escrita, uma reflexão sobre os efeitos da fala e da escrita na civilização.

Entretanto a Casa Rolland faliu, mas João de Deus não desistiu do seu sonho. A 18 de Fevereiro de 1877 a Cartilha Maternal acabou de ser impressa na tipografia do seu amigo António Madureira, Abade de Arcozelo, em cujo prefácio João de Deus escreveu "(...) Às mães, que do coração professam a religião da adorável inocência, e até por instinto sabem que em cérebros tão tenros e mimosos todo o cansaço e violência pode deixar vestígios indeléveis, oferecemos, neste sistema profundamente prático, o meio de evitar a seus filhos o flagelo da cartilha tradicional. (...)"

Em 1877 escreveu Bases para uma Orthografia e A Cartilha Maternal e a Imprensa, dando resposta a críticas que eram feitas à Cartilha Maternal através dos jornais.

A 26 de Abril de 1878 nasceu o seu terceiro filho João de Deus Ramos Júnior.

Em 1879 começou a elaborar a Arte de Escrita que consistiam num conjunto de cadernos para facilitar a aprendizagem da escrita.

Em 1880 traduziu a obra Os Deveres dos Filhos de Théodore-Henri Barrau e um ano mais tarde adaptou-a ao ensino da leitura, dando-lhe o nome Deveres dos filhos para com os seus pais : Arte de leitura - segunda parte. Também em 1880 criou os cadernos Arte de Escrita e Arte de Contas para auxiliar a aprendizagem dos alunos e em 1881 escreveu sobre A Trisecção do Ângulo.

Começou a elaborar os princípios da Arte de Contas.

Ao longo dos anos as várias edições da Cartilha Maternal esgotavam-se rapidamente. Mas João de Deus começou a pensar em fazer algo mais pelo povo português. Estava preocupado com a necessidade de chegar a um maior número de pessoas, mesmo aquelas que não iam à escola. Falou com o seu amigo Casimiro Freire e com a sua ajuda monetária e alento psicológico fundou a Associação de Escolas Móveis pelo Método João de Deus em 1882. Começou a dar formação gratuita de Cartilha Maternal ou Arte de Leitura, Arte de Escrita e Arte de Contas em sua casa a adultos que iriam trabalhar como professores do Método João de Deus, percorrendo o país em missões de alfabetização.
Neste contexto afirmou numa carta ao Abade de Arcozelo:

(...) Não basta ler, é necessário ler com conhecimento de causa. Quem não tem a análise das letras, quem não sabe as regras dos seus valores, não pode ensinar bem; e ensinando mal, isto é, com muito custo e pouco proveito, naturalmente se furta às ocasiões de ensinar os outros; o que é um grande mal. Eu espero ainda que às avessas do que actualmente se pensa, a opinião geral de todos seja que nada mais fácil do que render esse serviço enorme, imenso, talvez o máximo que podemos prestar. Porque eu posso ser homem sem saber retórica : o que não posso é ser verdadeiro homem sem saber ler. (...)
(...) Ser homem é saber ler : e nada mais importante, nada mais essencial que essa modesta e humilde coisa chamada primeiras letras. (...)

O ideal das missões de alfabetização era o de ensinar gratuitamente a ler, escrever e contar, em apenas quatro a seis meses, todos aqueles que desejassem saber as primeiras letras. Havia turmas diurnas e nocturnas, com adultos e crianças, rapazes e raparigas. O ensino era gratuito e por vezes ainda havia ajuda material para os mais carenciados. No final fazia-se um exame e quem aprovasse obtinha um diploma em como tinha as primeiras letras pelo Método João de Deus.

A 27 de Setembro de 1882 faleceu a sua irmã Maria Ângela da Assunção Ramos.

A 24 de Outubro de 1882 nasceu a quarta filha Clotilde Rafaela Battaglia Ramos.

Em 1883 mudou-se para a Rua Alto do Marquês de Penalva, Prédio Novo, 3º andar. Ao serão frequentava a Tabacaria Brazileira, perto da Rua D. Pedro V. O seu carácter era tão dócil que falava de igual modo tanto a um homem simples como a um homem importante.
A sua fama era tal, que passou a assinar tudo o que escrevia, unicamente por “João de Deus”, o seu nome próprio.

Em 1886 mudou-se com a sua família uma casa alugada na a Rua de Santo António à Estrella, nº 138 -1º andar, tornando a mudar de casa em 1888, para outra casa alugada situada na Calçada Nova da Estrella, nº 13 – 1º andar, que actualmente se chama Rua de João de Deus, nº 9 – 1º andar.

A 2 de Agosto de 1888 foi nomeado vitaliciamente Comissário Geral do Método de Leitura Cartilha Maternal com o vencimento anual de 900 reis. Era seu dever, entre outras atribuições, ministrar cursos aos professores das escolas públicas de instrução primária e visitar as escolas a fim de ver se o método estava a ser bem aplicado.

Em 1892 escreveu sobre a acentuação, diversidade de pronunciação e a evolução da língua. Em 1893 publicou Campo de Flores, edição coordenada por Teófilo Braga, porque João de Deus por ser uma pessoa humilde não queria inicialmente editar esta obra. Ela é uma compilação das suas poesias mais significativas. Nesse mesmo ano publicou A Cartilha Maternal e o Apostolado e A Cartilha Maternal e a Crítica. Passou o verão com a família numa casa de João Garcês Palha, em Cortegana, onde os seus cunhados tinham residência. Durante a sua estadia, entreteve-se a escrever poemas e a desenhar familiares e amigos no estuque das paredes. Ainda hoje se conservam estas inscrições e a casa está aberta ao público, desenvolvendo actividades literárias.

Em Dezembro de 1894 publicou na Revista Portuguesa o artigo Pontuação de Guitarras.

Nos últimos anos, já adoentado, saía pouco e poucas pessoas o procuravam. Mesmo assim, antes e depois do almoço, ocupava-se do “método”, dando explicações, revendo provas e escrevendo cartas. Ganhou o gosto pelas antiguidades e adquiriu algumas, não faustosas, mas peças que eram do seu agrado.

No dia do seu 65º aniversário, a 8 de Março de 1895, foi agraciado pelo rei D. Carlos com a condecoração Grã Cruz de Santiago. O rei tomou a iniciativa de ir pessoalmente a sua casa entregá-la. João de Deus encontrava-se debilitado devido à sua doença. Nesse mesmo dia foi-lhe feita uma homenagem de gratidão e apreço organizada pelos estudantes de Lisboa e outras associações estudantis que se quiseram associar, vindas do Porto, Coimbra e Santarém. Juntaram-se no Rossio, foram a pé até à casa de João de Deus e diante dela gritaram vivas, dedicaram-lhe canções e ofereceram presentes. João de Deus, abriu a janela, emocionado e declamou o poema que tinha antecipadamente preparado:

Que vindes cá fazer, oh mocidade?
Despedir-vos de mim? Quanto vos devo!
Também levo de vós muita saudade
E em lá chegando à outra vida...escrevo.

Estas honras, este culto
Bem se podiam prestar a homens
De maior vulto
Mas a mim, poeta inculto
Espontâneo e popular
É de veras singular


No dia seguinte à noite foram-no buscar de carruagem e levaram-no para o Teatro D. Maria II, onde no camarote da família real assistiu a um sarau em sua homenagem, executado pelos estudantes.

Instado ao longo dos últimos dez anos por Casimiro Freire para que publicasse a Arte de Escrita por ser parte integrante do método, João de Deus respondia que “as maiores injurias que em sua vida recebera, por parte do professorado oficial, foram motivadas pela Cartilha Maternal; se publicasse a Arte de Escrita, envolvia-se em nova luta com os calígrafos, achando-se cada vez com menos forças.”. No entanto, João de Deus pressentiu que a doença lhe encurtaria a vida e começou a trabalhar afanosamente. Na segunda quinzena de Dezembro de 1895 entrou em negociação com um livreiro com o intuito de publicar a Arte de Escrita.

Morreu no seu quarto, às 22 horas, vítima de miocardite crónica, a 11 de Janeiro de 1896. A missa de corpo presente foi celebrada na Basílica da Estrela no dia 15, tendo sido feito um grandioso cortejo formado por amigos e gente do povo que o amava profundamente. As autoridades decidiram sepultá-lo no Mosteiro dos Jerónimos onde jaziam os vultos da nação.

A Arte de Escrita foi publicada pela Imprensa Nacional ainda em 1896, mas advertindo numa nota introdutória que se tratava duma edição póstuma e que João de Deus não tinha chegado a consignar os motivos que o levaram a afastar-se dos processos seguidos nas outras artes caligráficas nacionais e estrangeiras.

Em 1898 saiu uma edição póstuma de Prosas, uma compilação feita por Teófilo Braga de narrativas; cartas, prólogos e críticas; cartas sobre o método de leitura; cartas íntimas e artigos que João de Deus escreveu em jornais.

Em 1914 foi publicada a Arte de Contas, obra começada por João de Deus e sistematizada e completada pelo seu discípulo Frederico Caldeira.

A 1 de Dezembro de 1966 o seu corpo foi trasladado para o Panteão Nacional.
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